Quarta-feira, Maio 01, 2013 

O primeiro primeiro de Maio


O primeiro primeiro de Maio. Em 1974.Encontrava-me em Lisboa nesta data. Vivi a emoção da liberdade reconquistada. Senti-me mais um na multidão que transporta bandeiras, que entoa slogans. O povo unido jamais será vencido. O povo que reencontra a sua unidade primordial. O povo que esquece e apaga todas as diferenças. O povo que procura e celebra uma nova idade que começa. São 500.00? Não sei. Ao que parece é para cima de um milhão que se estende pela cidade, rumo à Alameda Afonso Henriques e vai desaguar num Estádio que, nesse mesmo dia, foi baptizado de 1º de Maio. Um misterioso sentimento de unidade liga todas as pessoas. Há reivindicações concretas. O fim da guerra colonial. O fim da censura. O direito à greve. Mas o que conta acima de tudo é esta liberdade nova que une, que festeja, que celebra. E há flores, muitas flores. E há cravos, muitos cravos que são atirados aos soldados que enquadram a multidão. Vive-se um espirito de euforia, em que tudo parece possível e fácil. Esbatem-se e anulam-se todas as divergências. Desfazem-se todos os preconceitos Esboroam-se todas as distâncias e divisões.
O primeiro primeiro de Maio foi o primeiro dia do trabalhador celebrado em liberdade, em Portugal. Mas “trabalhadores” eram todos os que vinham comungar na festa e banhar-se na multidão. Por isso mesmo, foi o primeiro. Mas mais que primeiro, foi único.

Sábado, Março 23, 2013 

O dia do pai




  1. ...
    Foto: Dia do Pai

Dia do pai
E o pai no seu dia.
Da memória não se esvai
Mesmo quando o pai morria.

Paternidade é um privilégio
Uma graça, um dom
É um singular mistério
P’ra cantar em qualquer tom.

Ser pai,
Suprema ventura.
Todo o bem atrai
E para todo o sempre perdura.

Ser Pai
E todos os filhos acolher.
É toda a alegria que se esvai
Se vir algum filho morrer.

Pais que envelhecem
A ver os filhos crescer.
Pais que nunca esquecem
Os que dele dependem no seu ser.

Com três letras apenas
se escreve a palavra pai.
É das palavras mais pequenas
E que do coração do filho nunca sai

O pai tem o seu dia
Para com alegria celebrar.
Sem truque nem magia
Na memória há-de ficar.

Segunda-feira, Março 11, 2013 

Pescador da beira mar


Pescador da beira mar

Pescador da beira mar
Em tarde de domingo soalheira
O peixe hás-de pescar
E prepará-lo à tua maneira.

Pescar é um passatempo
Que ajuda as horas a passar.
Não tens em qualquer momento
A pressa a te atormentar

Anzóis e linha fina
Em flexível cana.de pesca
É quanto basta e te anima
Para fazeres a tua festa.

Peixes vários e saborosos
Para a tua mesa regalar.
São repastos deliciosos
E p’ra todos hão-de chegar.

Pescador de entretenimento
E longas horas a olhar.
Pescador tão paciente
Como a onda que bate devagar.
Foto
Foto
Foto

Segunda-feira, Março 04, 2013 

Gazetilha


Jovem mulher é violada
Por padrasto homicida
Mas vai ser chibatada
Como se fosse corrompida

O caso é nas Maldivas
Com sistema de justiça original
Mistura o rigor britânico
Com a lei islâmica por igual.

A jovem tem quinze anos
E está a aprender à sua custa
Com tratamentos desumanos
De uma justiça que não é justa.

Degradante, desumano e cruel
Por qualquer lado que se considere.
Assim a Amnistia Internacional
Classifica o que tanto fere.

Não bastou a violação
Como abuso condenável.
Ainda vai sofrer detenção
Que não é considerada perdoável.

Revoltante a situação
Em alguns países, da mulher
Não tem quem lhe dê a mão
E é abusada quando se quer.

Sábado, Fevereiro 23, 2013 

Gazetilha


Gazetilha

Andar na gandaia
pode não ser uma profissão,
Mas pode ser que atraia
Quem não tem mais nada à mão.

"Catadores de lixo"
Lhes chamou um administrador.
É para quem não poiso fixo
Nem ordenado de gestor.

Com coimas quer resolver
A fome de muita gente.
Tudo isto está a acontecer
Num país descontente.

Má vida ser gandaieiro
E do lixo matar a fome.
Melhor fora ser trapeiro
E ganhar o que se come.

É uma rua da amargura
Este país de Passos.
Não tem remédio, não tem cura
Nem trabalho para os seus braços.

O lixo dos contentor
É a última saída
Para quem já não é senhor
Nem sequer da própria vida.

A quem anda a comer
Dos desperdícios dos outros,
Pior sorte não pode haver.
É ser infeliz como poucos

A solidariedade falhou.
A caridade é uma palavra.
Nada mais restou
Que aquilo que não prestava.

Sexta-feira, Fevereiro 15, 2013 

O nascer do sol


O nascer do sol

O sol que se ergue
No clarear da madrugada.
O mar que rebrilha
no fulgor do Sol.
A terra que desperta
De um sono pesado.
O mundo que acorda
Para uma vida nova.
A realidade que se enfrenta
Com redobrado vigor.
Os sonhos que se acalentam
Cheios de esperança.
O calor do coração
Que a vida aquece.
A felicidade que parece
Ao alcance da mão.
As angústias que se desfazem
Como pétalas pelo chão.
A alegria da vida
No sorriso da natureza.
O bem e o mal
Que se vêem com clareza.
Tesouros que se descobrem
Num raio de Sol.
Tudo é para todos,
E para todos reverte.

Domingo, Fevereiro 10, 2013 

http://www.cadenaser.com/espana/articulo/urdangarin-dice-confirmarse-fianza-vera-abocado-injusto-empobrecimiento/csrcsrpor/20130206csrcsrnac_20/Tes#?id_rss=100

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